26 Agosto, 2009

Muito Além do Limite

Que a televisão de uma forma geral é manipuladora, acéfala e visa o lucro acima de tudo, todo mundo sabe.  Mas quando ela passa muito do limite,  quando mata e tortura animais em nome de uma maior audiência é hora de revidar. Portanto repasso o manifesto sobre protesto que vai rolar simultaneamente em diversas cidades do país:

no_limite.jpg“A indignação toma conta das pessoas providas do mínimo de sensibilidade.

A Rede Globo de Televisão, famosa pela manipulação de notícias, nos brinda agora com baixaria criminosa em busca de audiência.
O programa NO LIMITE incita seus participantes a cometerem crimes ambientais, envolvendo a crueldade com animais (como partir peixes vivos ao meio com dentadas, comendo-os ainda vivos; retirar pintos de dentro de ovos, comendo-os em seguida; perseguir e matar galinhas, forjando um falso estado de necessidade) , em troca de dinheiro. Há também a apologia a estes crimes, além de formação de quadrilha para cometê-los. Em contrariedade com a lei, a Globo deseduca as presentes e futuras gerações, quando deveria promover a educação ambiental, por meio de provas inteligentes e éticas.
Tortura e abuso criminoso contra animais indefesos não é a lição que queremos receber em nossas casas. Animais não são coisas, nem propriedade humana a ser abusada de acordo com interesses comerciais de uma emissora de TV.
Em nome desta indignação, os brasileiros que ainda possuem algum senso crítico exigem que as autoridades constituídas tomem as medidas cabíveis para coibir e punir os atos criminosos desta emissora e seus mandatários, que só colaboram para a formação de uma sociedade cada vez mais injusta, desigual e sem qualquer perspectiva ética.
Portanto, estão convocadas manifestações em frente às sedes e sucursais da Rede Globo em diversas cidades brasileiras, exigindo o fim de suas atividades criminosas, além do posicionamento das autoridades legais.

mais informações www.ativismo. com

PROTESTO NACIONAL
Sexta-feira, 28 de agosto de 2009, 16h.


Em São Paulo
Local: Sede da Rede Globo, Av. Dr. Chucri Zaidan, 142, São Paulo – SP.
Concentração: Esquina da Av. Dr. Chucri Zaidan com Av. Morumbi, 15h30.

Em Vitória - Espirito Santo
Endereço: Rua Chafic Murad, 902, Ilha de Monte Belo, Vitória – Espírito Santo
Concentração: Rua Chafic Murad, 902, Ilha de Monte Belo, Vitória – Espírito Santo

No Rio de Janeiro
Endereço: Rua Lópes Quintas, 303- Jardim Botânico
Concentração: Em frente ao Parque Lage- 15h30.

Outras cidades confirmadas:
Porto Alegre (www.gaepoa.org);
Rio Grande (GAE-Rio Grande);
Belo Horizonte (ALA).
Manifestação contra a Rede Globo SEM LIMITES (Programa No Limite) 28/08 – 16h.”

23 Junho, 2009

AlieNação: O Mapa do Desespero

Controle do espaço-tempo, viagens espaciais e exploração espacial.

No mundo moderno, controle é exercido sobre nós automaticamente pelos espaços em que vivemos e nos movimentamos. Nós passamos por certos rituais em nossas vidas – trabalho, “lazer”, consumo, submissão – porque o mundo é projetado só para isso. Todos nós sabemos que shopping centers são para fazer compras, escritórios são para trabalhar, as ironicamente chamadas salas-de-estar são para assistir televisão, e escolas são para obedecer professores. Todos os espaços pelos quais transitamos possuem significados pré-estabelecidos, e tudo que se precisa para nos manter fazendo as mesmas coisas é nos deixar caminhando pelos mesmos caminhos. É difícil achar algo para fazer no Wal-Mart além de olhar e comprar produtos; e, como estamos acostumados a isso, é difícil conceber que realmente poderia haver outra coisa para se fazer lá – sem mencionar que fazer qualquer coisa lá além de comprar é muitas vezes ilegal.
Restam no mundo cada vez menos espaços livres, não desenvolvidos, onde podemos deixar nossos corpos e mentes correr livres. Praticamente todo lugar que você pode ir pertence a alguma pessoa ou grupo que já lhe designou um significado e uma utilidade: propriedade privada, zona comercial, auto-estrada, sala de aula, parque federal. E as nossas próprias rotas previsíveis pelo mundo raramente nos levam perto das zonas livres que ainda restam.
Estes espaços, onde o pensamento e o prazer podem ser livres em todos os sentidos, estão sendo substituídos por ambientes cuidadosamente controlados como a Disneilândia – lugares onde nossos desejos são pré-fabricados e nos vendidos de volta com custos financeiros e emocionais. Dar o nosso próprio significado ao mundo e criar nossas próprias maneiras de nos divertir agir nele são partes fundamentais da vida humana; hoje, por nunca estarmos em lugares que encorajem essa postura, não deveríamos nos surpreender que tantas pessoas se sintam desesperadas e frustradas. Por terem sobrado tão poucos espaços livres no mundo, e por nossa rotina nunca nos levar lá, somos forçados a ir em lugares como a Disneilândia para termos algo parecido com brincadeiras e aventuras. A verdadeira aventura pela qual nossos corações anseiam foi substituída pela falsa aventura, e a sensação de criar pelo torpor de ser um mero espectador.
O nosso tempo está tão ocupado e controlado quanto nosso espaço; de fato, a subdivisão do nosso espaço é uma manifestação do que já aconteceu com o nosso tempo. O mundo inteiro se move e vive de acordo com um sistema padronizado de tempo, projetado para sincronizar nossos movimentos de um lado do planeta com o outro.
Dentro deste sistema, todos nós temos nossas vidas regradas por nossos horários de trabalho e/ou horários de aulas, assim como pelos horários de funcionamento do transporte público e do comércio, etc.  Essa organização das nossas vidas, que começa na infância, exerce um controle sutil mas profundo sobre todos nós: nós chegamos a esquecer que o tempo de nossas vidas é nosso para gastar como escolhermos, ao invés de pensar em termos de dias de trabalho, horas de almoço, e finais-de-semana. Uma vida verdadeiramente espontânea é impensável para a maioria de nós; e o chamado tempo “livre” é normalmente apenas tempo que foi reservado para fazer outra coisa que não trabalhar. Com que freqüência você vê o sol nascer? Quantas vezes você passeia em belas tardes ensolaradas? Se você tivesse a oportunidade inesperada de fazer uma viagem bacana neste fim-de-semana, você poderia ir?
Estes ambientes e horários restritivos limitam drasticamente o vasto potencial de nossas vidas. Eles também nos isolam uns dos outros. Nos nossos trabalhos, passamos uma grande parte do tempo fazendo um determinado tipo de trabalho com um determinado grupo de pessoas em um determinado local (ou pelo menos em um determinado ambiente, o que vale para operários de construção e empregados temporários). Experiências tão limitadas e repetitivas nos dão uma visão muito limitada do mundo, e não nos dá oportunidade de conhecer pessoas diferentes. Nossos lares nos isolam ainda mais: hoje nos mantemos trancafiados em pequenas caixas, em parte por medo daqueles a quem o capitalismo maltratou ainda mais que a nós, e em parte porque nós acreditamos na propaganda paranóica das empresas que vendem sistemas de segurança. Os subúrbios de hoje são cemitérios das comunidades, as pessoas empacotadas em caixas separadas… exatamente como a mercadoria no supermercado, lacrados para “maior frescor”. Com grossas paredes entre nós e nossos vizinhos, nossos amigos e família, espalhados por cidades e nações, é difícil haver qualquer tipo de comunidade, muito menos compartilhar espaço comunitário no qual as pessoas podem se beneficiar mutuamente da criatividade alheia. Tanto o trabalho quanto as nossas casas, nos mantém amarrados a um lugar único, estacionários, incapazes de viajar ao longe no mundo exceto em rápidas férias..······
Até mesmo nossas viagens são restritas e restritivas. Nossos métodos modernos de transporte – carros, ônibus, metrôs, trens, aviões – todos eles nos mantêm presos a trilhas fixas, vendo o mundo passar pela janela, como se fosse um programa de televisão particularmente chato. Cada um de nós vive em um mundo pessoal que consiste principalmente de destinações bem conhecidas (o local de trabalho, o mercadinho, o apartamento de um amigo, a boate) com alguns elos entre elas (sentado no carro, ficar de pé no metro, subir a escada), e poucas chances de encontrar algo inesperado ou de descobrir novos lugares. Um homem pode viajar pelas estradas de dez países sem ver nada além de asfalto e postos de gasolina, se ele ficar no seu carro. Presos a nossas trilhas (trilhos?), não conseguimos visualizar uma viagem ”livre”, viagens de descoberta que nos poriam em contato direto com pessoas e coisas completamente novas a cada esquina.
Ao invés disso, ficamos sentados presos em engarrafamentos, cercados por centenas de pessoas na mesma situação que nós, mas separados deles pelas jaulas de aço de nossos carros – de forma que eles parecem mais com objetos em nosso caminho do que com seres humanos como nós. Nós pensamos que alcançamos mais partes do mundo com nossos tranportes modernos; mas na verdade, quando vemos alguma coisa, vemos menos. Quando nossas capacidades de transporte aumentam, nossas cidades se espalham mais e mais no horizonte. E sempre que as distâncias aumentam, mais carros são necessários; mais carros precisam de mais espaço e então as distâncias aumentam de novo… e de novo. Neste ritmo, auto-estradas e postos de gasolina irão um dia substituir tudo pelo qual valia a pena viajar… isso quer dizer, tudo que ainda não virou um parque temático ou uma atração turística.
Alguns de nós vêem a internet como a “fronteira final”, como um espaço livre, ainda não desenvolvido pronto para ser explorado. O ciberespaço pode oferecer ou não algum grau de liberdade para aqueles que conseguem pagar o acesso para usá-lo e explorá-lo; mas o que quer que ele ofereça, ele oferece sob a condição de deixarmos nossos corpos na chapelaria: amputação voluntária. Lembre-se, você é um corpo tanto quanto é uma mente: ficar sentando, parado, olhando luzes que brilham durante horas, sem usar os sentidos do toque, paladar e olfato, é liberdade? Você esqueceu a sensação de pisar descalço na grama úmida ou na areia quente, do cheiro dos eucaliptos ou de lenha queimando em suas narinas? Você se lembra do cheiro dos talos de tomate? A tremulação da chama de uma vela, a emoção de correr, nadar, tocar?
Hoje podemos recorrer à internet quando queremos emoções sem nos sentirmos enganados, pois nossa vida moderna já é tão limitada e previsível que esquecemos como a ação e movimento no mundo de real podem fazer a gente se sentir bem. Por que se acomodar com a liberdade limitada que o ciberespaço pode dar, quando existem muito mais experiências e sensações para sentir aqui no mundo real? Nós devíamos estar correndo, dançando, remando uma canoa, bebendo a essência da vida, explorando novos mundos – ”quais” novos mundos? Temos que redescobrir nossos corpos, nossos sentidos, o espaço à nossa volta, e então podemos transformar este espaço em um novo mundo ao qual podemos dar nossos próprios significados.
Para conseguir isso, precisamos inventar novos jogos – que possam ser jogados nos espaços já conquistados deste mundo, nos shopping centers, restaurantes e salas de aula, que vão destruir seus significados prescritos para que possamos lhes dar novos significados de acordo com nossos sonhos e desejos. Precisamos de jogos que nos unam, nos tirem da confinação e isolamento de nossas casas particulares, e nos tragam aos espaços públicos onde podemos nos beneficiar da companhia e criatividades dos outros. Assim como desastres naturais e blecautes podem unir as pessoas e trazer-lhes emoção (afinal, todo mundo quer um pouco de variedade emocionante em um mundo outrora terrivelmente previsível), nossos jogos vão nos unir para fazermos coisas novas e emocionantes. Devemos pintar poesia nas paredes das zonas comerciais, fazer shows nas ruas, sexo em praças e em sala de aula, piqueniques de graça nos supermercados, festivais espontâneos nas auto-estradas…
Também precisamos inventar novas definições de tempos e novos modos de viajar. Tente viver sem um relógio, sem sincronizar o seu tempo ao tempo muito ocupado do resto do mundo. Tente fazer uma longa viagem a pé ou de bicicleta, de forma que você encontrará em primeira mão tudo pelo que você passar até chegar ao seu destino, sem vidros no meio. Tente explorar a sua própria vizinhança, olhando nos telhados e dobrando as esquinas que você nunca notou antes – você se surpreenderá com quanta aventura existe lá, esperando por você!

Texto retirado e traduzido de Days of War, Nights of Love.

23 Abril, 2009

Olhando a vida passar.

O curioso sobre um espetáculo é como ele imobiliza os espectadores: assim como a imagem, ele faz sua atenção, seus valores e suas vidas girar ao redor de algo que não eles mesmos. Ele os mantém ocupados sem mantê-los ativos, faz eles se sentirem envolvidos sem dar-lhes o controle. Dá pra imaginar uma série de exemplos disto: programas de televisão, filmes de ação, revistas de fofoca, esporte profissional, “democracia” representativa, a Igreja Católica.

O espetáculo isola as pessoas que nele prestam atenção. Muitos de nós sabemos mais sobre os personagens fictícios de seriados televisivos do que  sobre a vida e os amores de nossos vizinhos – pois mesmo quando falamos com eles, é sobre programas de TV, noticiários e o clima; ou seja, as mesmas experiências e informações que temos em comum como espectadores servem para nos separar como indivíduos. É a mesma coisa num grande jogo de futebol: toda pessoa que assiste da arquibancada é um ninguém, não importa quem ela seja. Eles podem sentar-se lado a lado, mas os olhos estão focados no campo. Se eles conversam, quase nunca é sobre eles, mas sobre o jogo que está sendo jogado à sua frente.

E apesar de os fãs de futebol não poderem participar dos eventos do jogo ao qual estão assistindo, ou exercer qualquer influência real sobre ele, eles dão extrema importância a esses eventos e associam suas necessidades e desejos com o resultado do jogo de um modo muito incomum. Em vez de concentrar sua atenção em coisas que sejam relevantes aos seus desejos, eles reconstroem os seus desejos para fazer parte do que eles estão assistindo. Até mesmo sua linguagemf_notv2005062m_e1e1b7b confunde as conquistas do time com o qual se identificam com suas próprias ações: “fizemos um gol!”, “ganhamos!” gritam os torcedores de seus assentos e sofás.

Isso entra em extremo contraste com o jeito no qual as pessoas falam de coisas que acontecem em suas próprias cidades e comunidades. “Eles estão construindo uma nova auto-estrada” nós dizemos sobre as mudanças em nossa vizinhança. “Qual vai ser a próxima coisa que eles vão criar?” dizemos sobre os últimos avanços da tecnologia. Nossa linguagem revela que nós nos vemos como espectadores em nossas sociedades. Mas não são “Eles”, os misteriosos Outros, que fazem o mundo ser o que é  – somos nós, a humanidade. Nenhum pequeno grupo de cientistas, políticos e urbanistas pode ter feito todo o trabalho, criação e organização que foram necessários para transformar esse planeta; foi preciso e ainda é todos nós, trabalhando juntos, para fazê-lo. Somos nós que fazemos, diariamente. E ainda assim muitos de nós ainda pensam que nós podemos ter mais controle sobre jogos de futebol do que podemos ter sobre nossas cidades, nossos trabalhos, ou mesmo nossas vidas.

Nós podemos ter mais sucesso em nossa busca pela felicidade se tentarmos realmente participar. Ao invés de apenas aceitar o papel de espectadores passivos dos esportes, da sociedade e da vida, cabe a cada um de nós descobrir como ter um papel ativo e significante na criação do mundo ao nosso redor e dentro de nós. Talvez um dia nós possamos construir uma nova sociedade na qual todos nós possamos estar envolvidos nas decisões que afetam nossas vidas; só então poderemos realmente escolher nossos destinos.

Texto retirado do livro: Days of War, Nights of Love, da CrimethInc.

1 Março, 2009

Fora Yeda

Quem anda destruindo o Rio Grande do Sul?

Quem anda destruindo o Rio Grande do Sul?


Já que os outdoors foram censurados, todos deveriam colocar essa imagem em seus blogs.

17 Fevereiro, 2009

Cadê o pão?

Nas últimas décadas nós brasileiros temos assistido a uma queda vertiginosa na qualidade do pão que consumimos diariamente. O popular pão d’água, pão francês, pão de sal, baguete, ou como quer que o chamemos, já não é mais a mesma coisa. Lembro de quando pequeno que eu fatiava um pão d’água e conseguia separar a casca do miolo. Hoje, isso não é mais possível. O miolo sumiu e a casca transformou-se num farelo quebradiço. Tem a mesma densidade de um balão.

Se por um lado a lista de ingredientes vem aumentando, por outro a quantidade de alimento vem diminuindo. Para se fazer um bom pão são necessários quatro ingredientes: farinha de trigo, água, fermento e sal. Infelizmente, todos os outros ingredientes que encontramos no pão francês são apenas para nos enganar, ou seja, fazer o pão parecer melhor ou maior do que realmente é.

Fala-se muito em “melhoradores”, que na verdade não melhoram nada. Um dos mais populares é o ácido ascórbico, a famosa vitamina C. Ué, mas uma vitamina não é algo bom? Não nesse caso, a vitamina C é altamente instável e perde todas suas propriedades rapidamente quando exposta ao ar, à luz ou à água. Ela só é usada nos pães porque neles possui efeito oxidante, ou seja, ela aumenta a capacidade de retenção de gases do pão, fazendo com que ele cresça mais. Dessa forma, acabamos levando mais ar para casa, achando que é pão. Daí ficamos pensando que estamos levando um monte de pão para casa e o padeiro pode fazer um preço mais “em conta”.

O triste é que isso parece só estar acontecendo no Brasil. Se puder, visite nos nossos vizinhos, o Uruguai, a Argentina e compre um pão fresquinho em qualquer padaria e olhe a lista dos ingredientes. São ainda os mesmo quatro ingredientes que nossos avós usavam. Observe a qualidade, a textura, o peso. É o nosso “pão de antigamente”, que abandonamos para ficar comendo vento.

Precisamos exigir um pão de qualidade: “melhoradores” devem ser proibidos, temos que deixar os donos de padarias e supermercados saber que queremos um pão nutritivo e gostoso, e não uma bola de ar que não serve nem para enganar o estômago. Não sejamos tolerantes com quem luta para piorar a qualidade da nossa comida e tenta nos vender ar por pão.

Em protesto vou publicar uma boa receita de pão francês:

Ingredientes:

  • 250 ml de água morna;
  • 1 tablete (20g) de fermento biológico;
  • 450 g de farinha de trigo;
  • 2 colheres de chá de sal;

Modo de preparo:

  1. Misture o fermento e o sal até que o tablete se dissolva e fique líquido. Adicione 100 ml d’água e 100 g de farinha, não mexa e deixe descansar por 20 minutos, ao abrigo do vento e de baixas temperaturas;
  2. Coloque a farinha em um tigela bem grande, adicione a mistura do fermento e o resto d’água. Mexa com uma colher e depois com as mãos, até obter uma massa homogênea;
  3. Em uma superfície enfarinhada, sove a massa por 10 minutos;
  4. Molde o pão no seu formato favorito, ou divida em diversos pãezinhos, coloque-o na forma já untada e deixe-o descansar coberto com um pano úmido por 2 horas ou até que dobre de volume;
  5. Retire o pano e coloque para assar por 20 minutos no forno pré-aquecido a 250C.Quando o pão estiver pronto ele vai soar oco se você bater nele com o dedo.
  6. Bom apetite!

17 Fevereiro, 2009

Por rótulos melhores

Está tramitando no Senado um projeto de lei que obriga os fabricantes de produtos alimentícios a especificar na embalagem se o produto contém ou não ingredientes de origem animal. É direito de todo consumidor saber o que está comprando.

Faça sua parte, exigindo dos senadores que aprovem este projeto de lei clicando aqui e assine a petição pela aprovação do projeto clicando aqui.

14 Fevereiro, 2009

Sem direito à escolha

Apesar da liberação do cultivo e comercialização de transgênicos no Brasil, o assunto ainda rende muita polêmica. Segundo pesquisa de opinião pública (IBOPE/2000) 71% da população brasileira prefere consumir alimentos não-transgênicos. Entretanto, a maioria dos consumidores ingere organismos geneticamente modificados (OGMs) sem saber. E mesmo quem tem conhecimento que consome alimentos transgênicos, será que tem noção dos riscos do seu plantio e consumo e de como as pesquisas que garantiriam a sua segurança foram manipuladas pelas em0115_01brpresas que criaram esses produtos, ou ainda, que as agências nacionais que deviam regular esses alimentos acabam cedendo à pressão de empresas como a Monsanto?

O lado bom, se há um, é que graças à lei federal que exige rotulagem de produtos que contenham mais de 1% de ingredientes transgênicos podemos agora saber por exemplo qual óleo de soja é elaborado a partir de soja convencional ou geneticamente modificada. Mas infelizmente, nossa liberdade de escolha não vai muito além disso, pois muitos produtos que são elaborados com esses óleos não recebem esse rogm1ótulo e vão parar na nossa mesa.

Milhões de brasileiros compram comida fora de casa diariamente, salgados e pães nas padarias, almoço em restaurantes, cachorro-quente nas carrocinhas. É praticamente impossível sabermos quais estabelecimentos utilizam ou não transgênicos na sua comida. Somos então forçados a comer o que não queremos e contribuir para uma indústria que só busca lucro, em detrimento da nossa qualidade de vida.

É necessário um rápido aprimoramento da lei de rotulagem, exigindo que todos restaurantes, padarias, confeitarias, cafeterias, que utilizem OGMs sejam identificados com o mesmo símbolo que os produtos transgênicos industrializados. Temos o direito de saber o que consumimos, vamos exigir nossos direitos.

5 Janeiro, 2009

Algo errado.

atgaaacusji_sxp66qn4crl4lpoc5wkoauty3wh_ufjcgexhn_v7yhnzkqz0aup8eang4vpjy1dh22yqjqwpph6uuef1ajtu9vctskqytns_xmji5lrriu8yaeba1q

11 Dezembro, 2008

Como fazer dinheiro.

Animação de 47 minutos do canadense Paul Grignon sobre dinheiro e o sitema financeiro atual:

Ou assista legendado no YouTube em cinco partes: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4 e Parte 5.

4 Dezembro, 2008

A História das Coisas

Há um tempo atrás eu tinha visto esse vídeo na internet e achei muito legal, mas era todo em inglês. Agora fizeram uma versão legendada e uma dublada. Vou postar aqui a versão dublada.