O exemplo do Gasômetro.

Fonte: AGAPAN
Dia 6 de fevereiro de 2013 – 14h48min – jovens impedem o corte de árvores
Foto: Cesar Cardia/AGAPAN

O gigante desafio de lutar contra a especulação imobiliária e a tecnocracia.

A AGAPAN tem se esforçado para representar a inquietude das pessoas que amam Porto Alegre e se preocupam com no que ela está se transformando.

O exemplo do Gasômetro é extremamente didático porque a prefeitura não cumpriu a legislação de Impacto Ambiental, que manda que sejam feitos estudos comparativos de alternativas locacionais e tecnológicas para resolver o problema em questão, que é a saída de automóveis do centro da cidade em direção à Zona Sul. No caso da Av. João Goulart, que atravessa o Parque do Gasômetro, onde foram cortadas as árvores que geraram os protestos, trata-se de mais do que uma avenida, é uma ruptura num parque onde milhares de pessoas atravessam diariamente com seus filhos, carrinhos e tudo o mais que se leva a um parque, e que a prefeitura quer duplicar, duplicando com isto a ruptura e o risco.

Não há muito que se possa afirmar sobre a importância da obra, já que a prefeitura ainda não fez os estudos que devem comparar as alternativas com a alternativa de não fazer a obra e, somente então, poderemos saber qual é a alternativa melhor para a cidade, e se é realmente necessário esse gasto enorme para destruir um dos locais mais importantes de lazer da cidade.

O que não é dito é que os ambientalistas lutam por uma mobilidade urbana melhor para todos, que nos países ricos as cidades estão transformando avenidas centrais em parques e o trânsito funciona perfeitamente, que é possível elevar ou enterrar a pista para permitir que o parque não seja dividido, que somente usando as duas mãos para saída do centro e entrando no centro por outro ponto o problema poderia ser resolvido sem gastos e destruição.

Av. João Goulart, dia 6 de fevereiro – Foto: Cesar Cardia/AGAPAN

As árvores são a ponta de um gigantesco iceberg, que é a qualidade de vida de nossa cidade, que está sendo derretida pelos interesses especulativos de poucos.

O cidadão tem que deixar de ser levado por posicionamentos e campanhas demagógicas e entender que todos temos os mesmos interesses de qualidade de vida, só precisamos coordená-los de forma amorosa, para que nossa cidade se torne um paraíso para a vida. Talvez, só fiquem de fora os especuladores e seus amigos…

7 de fevereiro de 2013: população protesta contra a derrubada das árvores
na Praça do Aeromóvel – Cesar Cardia/AGAPAN
7 de fevereiro de 2013: população protesta contra a derrubada das árvores
na Praça do Aeromóvel – Cesar Cardia/AGAPAN
7 de fevereiro de 2013: população protesta contra a derrubada das árvores
na Praça do Aeromóvel – Cesar Cardia/AGAPAN
7 de fevereiro de 2013: população protesta contra a derrubada das árvores
na Praça do Aeromóvel – Cesar Cardia/AGAPAN
7 de fevereiro de 2013: população protesta contra a derrubada das árvores
na Praça do Aeromóvel – Cesar Cardia/AGAPAN

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Pra que reduzir a maioridade penal?

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O fim da dúvida: Somos cobaias de transgênico e agrotóxico

Texto republicado do original: Centro de Estudos Ambientais.
Pela primeira vez na história foi realizado um estudo completo e de longo prazo para avaliar o efeito que um transgênico e um agrotóxico podem provocar sobre a saúde pública. Os resultados são alarmantes.
O transgênico testado foi o milho NK603, tolerante à aplicação do herbicida Roundup (característica presente em mais de 80% dos transgênicos alimentícios plantados no mundo), e o agrotóxico avaliado foi o próprio Roundup, o herbicida mais utilizado no planeta – ambos de propriedade da Monsanto. O milho em questão foi autorizado no Brasil em 2008 e está amplamente disseminado nas lavouras e alimentos industrializados, e o Roundup é também largamente utilizado em lavouras brasileiras, sobretudo as transgênicas.
O estudo foi realizado ao longo de 2 anos com 200 ratos de laboratório, nos quais foram avaliados mais de 100 parâmetros. Eles foram alimentados de três maneiras distintas: apenas com milho NK603, com milho NK603 tratado com Roundup e com milho não modificado geneticamente tratado com Roundup. As doses de milho transgênico (a partir de 11%) e de glifosato (0,1 ppb na água) utilizadas na dieta dos animais foram equivalentes àquelas a que está exposta a população norte-americana em sua alimentação cotidiana.
Os resultados revelam uma mortalidade mais alta e frequente quando se consome esses dois produtos, com efeitos hormonais não lineares e relacionados ao sexo. As fêmeas desenvolveram numerosos e significantes tumores mamários, além de problemas hipofisários e renais. Os machos morreram, em sua maioria, de graves deficiências crônicas hepato-renais.
O estudo, realizado pela equipe do professor Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen, na França, foi publicado ontem (19/09) em uma das mais importantes revistas científicas internacionais de toxicologia alimentar, a Food and Chemical Toxicology.
Segundo reportagem da AFP, Séralini afirmou que “O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimentou com OGM), enquanto a primeira fêmea, oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)”, explica o cientista. Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem, em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.
O artigo da Food and Chemical Toxicology mostra imagens de ratos com tumores maiores do que bolas de pingue-pongue. As fotos também podem ser vistas em algumas das reportagens citadas ao final deste texto.
Séralini também explicou à AFP que “Com uma pequena dose de Roundup, que corresponde à quantidade que se pode encontrar na Bretanha (norte da França) durante a época em que se espalha este produto, são observados 2,5 vezes mais tumores mamários do que é normal”.
De acordo com Séralini, os efeitos do milho NK603 só haviam sido analisados até agora em períodos de até três meses. No Brasil, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) autoriza o plantio, a comercialização e o consumo de produtos transgênicos com base em estudos de curto prazo, apresentados pelas próprias empresas demandantes do registro.
O pesquisador informou ainda que esta é a primeira vez que o herbicida Roundup foi analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses.
Um dado importante sobre esse estudo é que os pesquisadores trabalharam quase que na clandestinidade. Temendo a reação das empresas multinacionais sementeiras, suas mensagens eram criptografadas e não se falava ao telefone sobre o assunto. As sementes de milho, que são patenteadas, foram adquiridas através de uma escola agrícola canadense, plantadas, e o milho colhido foi então “importado” pelo porto francês de Le Havre para a fabricação dos croquetes que seriam servidos aos ratos.
A história e os resultados desse experimento foram descritos em um livro, de autoria do próprio Séralini, que será publicado na França em 26 de setembro sob o título “Tous Cobayes !” (Todos Cobaias!). Simultaneamente, será lançado um documentário, adaptado a partir do livro e dirigido por Jean-Paul Jaud.
Esse estudo coloca um fim à dúvida sobre os riscos que os alimentos transgênicos representam para a saúde da população e revela, de forma chocante, a frouxidão das agências sanitárias e de biossegurança em várias partes do mundo responsáveis pela avaliação e autorização desses produtos.
Com informações de:
 
 
EXCLUSIF. Oui, les OGM sont des poisons ! – Le Novel Observateur, 19/09/2012.
 
AFP, 19/09/2012.
 
Referência do artigo:
“Long term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified maize”. Food and Chemical Toxicology, Séralini G.E. et al. 2012.
Fonte: Boletim AS-PTA

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Mais asfalto = menos permeabilidade do solo = mais alagamentos.

 

Porto Alegre, 20 de fevereiro de 2013.551301_10200745862154819_2049121188_n

BDklmlJCQAE4VUE

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Brigada Militar e Guarda Municipal atacam manifestantes em Porto Alegre.

Aterrorizantes os relatos (e imagens) da repressão policial à manifestação popular que ocorreu ontem, dia 04 de outubro, no centro de Porto Alegre, quando um grupo de manifestantes se reuniu no protesto chamado “Em Defesa da Alegria”, contra as políticas repressivas e de higienização da atual prefeitura de Porto Alegre. A Brigada Militar e a Guarda Municipal reprimiram a manifestação com violência, utiliando tasers, cacetetes, balas de

A população não recebe toda esta proteção.

borracha e bombas de efeito moral. quebrando e confiscando celulares e câmeras digitais até o ponto onde, segundo relatos, cinco policiais cercaram uma menina e a espancaram.

A violência policial teria ocorrido quando os manifestantes decidiram fazer uma ciranda ao redor do boneco inflável do mascote da Copa do Mundo, que estava cercado e rodeado de policiais do BOPE, recebendo um nível de proteção que a população de Porto Alegre nunca recebeu.

Vídeo mostra policiais batendo em manifestantes que estava filmando a manifestação:

“A ação da polícia agredindo manifestantes ontem, inclusive, aqueles que estavam apenas tentando registrar as agressões também apanharam. Alguns tiveram suas câmeras capturadas ou quebradas. Se o que polícia faz é legal, por que não pode ser registrado? Ou não é legal?” – Jefferson.

Confira os relatos de testemunhas, publicados na página da manifestação:

“Por volta das 23h30 algumas pessoas invadiram o espaço “destinado” ao mascote da copa, e outras se posicionaram em volta dele, ainda com músicas e gritos de protesto contra o prefeito Fortunati. A brigada, que estava com sua tropa de choque posicionada em volta do Tatu durante todo o evento, usou agressão na tentativa de tirar os músicos que estavam dentro da área do mascote. A partir de então, outros manifestantes se direcionaram ao Tatu, derrubando as grades que o protegiam, com intenção de derrubá-lo. A repressão foi violenta, e direcionada a pessoas que não tinham participação alguma no evento. Não se poupou o uso de cacetetes e bombas de gás lacrimogênio. A agressão iniciou pra defender um símbolo da fifa, da coca-cola, da privatização da nossa cidade, mas foi além, acabando em uma agressão excessiva e generalizada.” – Ingrid.

Manifestante agredido pela BM sangra na calçada.

“Vi cinco guardas municipais dando choque num cara, eu tava filmando quando outro guarda municipal deu uma cacetada na minha câmera fazendo ela cair e se quebrar toda. Ele pegou a câmera e disse: “Aqui não é para filmar nada”. Enquanto isso outro guarda municipal quebrava o celular de alguém que também deveria estar filmando.” – Samantha.

“Após a dispersão em massa dos manifestantes, cerca de dez pessoas se juntaram para tentar organizar uma ida à delegacia demandar a liberdade dos manifestantes que foram detidos. Essas pessoas começaram a ser ofendidas e ameaçadas pelos policiais, e ordenadas para se retirar. Algumas outras testemunhas que olhavam mais de longe reclamaram da conduta dos policiais e foram agredidas, e o grupo se disperou. Em seguida, vários policiais seguiram correndo pela Borges de Medeiros e pela Rua Uruguai perseguindo as testemunhas.
Nesse meio tempo, um rapaz fez um protesto solitário no qual batia em um cartaz caído no chão. Por alguma razão, oito soldados correram para reprimi-lo, e o coordenador da segurança – aquele homem de terno, o mais sério de todos durante o festival – saiu correndo desesperado atrás dos soldados gritando “não bate” não bate!”. Bateram. E muito. Com golpes de cassetete enquanto o rapaz estava encolhido no chão. Foi surreal ver as ordens desesperadas do chefe da segurança sendo desobedecidas por policiais claramente dedicados à agressão gratuita.
Logo em seguida, começaram a ameaçar e expulsar todas as outras pessoas próximas a prefeitura, inclusive moradores de rua que só estavam de passagem. Um policial nos disse “saiam que a coisa vai feder. Nós só estamos fazendo nosso trabalho”. Nessa hora, fomos todos expulsos.” – Bruno.

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Por uma cidade sem viadutos.

Por uma cidade sem viadutos..

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Prefeitura caga pra lei em Porto Alegre

Prefeitura caga pra lei em Porto Alegre.

Diz o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (1ª edição. Ed. Objetiva, Rio de Janeiro, 2001, pág. 561):

cagar – v. (…) 7. t.i. fig. B. Não dar importância a; desprezar.”

Sem fazer alarde (ou melhor: quase que secretamente), a Prefeitura de Porto Alegre pretende iniciar na próxima terça-feira (20/3) a construção da trincheira (viaduto) no cruzamento da Rua Anita Garibaldi com a Av. Carlos Gomes. Independentemente dos questionamentos referentes a degradação urbana, corte de 60 árvores, estímulo transporte individual motorizado em detrimento do transporte público e deslocamentos a pé, há outra questão de ordem jurídica envolvida no tema.

O Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre (PDCI – Lei Complementar N° 626/2009) é claro:

Art. 19 – Todos os projetos de construção ou expansão das vias públicas integrantes da Rede Cicloviária Estrutural deverão incluir a implantação do sistema cicloviário previsto, com toda a sinalização horizontal, vertical e semafórica necessária.

§ 1º – Nos casos em que a implantação da via implicar construção de pontes, viadutos ou abertura de túneis, tais obras também deverão ser dotadas de sistemas cicloviários integrados ao projeto.

Mais adiante, a Lei fala sobre a Rede Cicloviária Estrutural, que prevê 495km de vias cicláveis na cidade.

Art. 26 – Constitui a Rede Cicloviária Estrutural o conjunto de vias representadas na figura 2 do anexo 1 e descritas no anexo 2, as quais deverão receber infraestrutura para o tráfego de ciclistas.

No Anexo 2 da Lei, a Rua Anita Garibaldi, em toda a sua extensão, consta como via integrante da Rede Cicloviária Estrutural. Questionamos a EPTC a respeito da implantação da estrutura cicloviária e não recebemos nenhuma resposta até o momento. Na reunião a respeito do PDCI, realizada na Câmara de Vereadores, no dia 1º/3, questionamos o presidente da EPTC, Vanderlei Capellari, a respeito do assunto. Sua resposta foi uma negativa e lacônica balançada de cabeça. Mas quem conseguiu ter acesso ao projeto garante: não há previsão de ciclovia ali. (Esta não é a primeira vez que a Lei do Plano Diretor Cicloviário é desprezada em Porto Alegre, como pode ser visto aqui e aqui.)

Essa é mais uma prova do desleixo com que a Prefeitura vem tratando a mobilidade em bicicleta na cidade (e também do desprezo à Lei). Na Ipiranga, uma ciclovia enjambrada, entre o esgoto a céu aberto e a via de alta velocidade. Na Diário de Notícias, uma via que liga o nada a lugar nenhum, com calçamento trepidante e sem calçada, estimulando pedestres a andar na ciclovia e ciclistas na via dos carros (que é perfeita como um tapete). A EPTC já arrecadou mais de R$ 60 milhões desde 2009 com o fim específico de aplicar na mobilidade em bicicleta e não gastou nenhum centavo até hoje.

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