Sem direito à escolha

Apesar da liberação do cultivo e comercialização de transgênicos no Brasil, o assunto ainda rende muita polêmica. Segundo pesquisa de opinião pública (IBOPE/2000) 71% da população brasileira prefere consumir alimentos não-transgênicos. Entretanto, a maioria dos consumidores ingere organismos geneticamente modificados (OGMs) sem saber. E mesmo quem tem conhecimento que consome alimentos transgênicos, será que tem noção dos riscos do seu plantio e consumo e de como as pesquisas que garantiriam a sua segurança foram manipuladas pelas em0115_01brpresas que criaram esses produtos, ou ainda, que as agências nacionais que deviam regular esses alimentos acabam cedendo à pressão de empresas como a Monsanto?

O lado bom, se há um, é que graças à lei federal que exige rotulagem de produtos que contenham mais de 1% de ingredientes transgênicos podemos agora saber por exemplo qual óleo de soja é elaborado a partir de soja convencional ou geneticamente modificada. Mas infelizmente, nossa liberdade de escolha não vai muito além disso, pois muitos produtos que são elaborados com esses óleos não recebem esse rogm1ótulo e vão parar na nossa mesa.

Milhões de brasileiros compram comida fora de casa diariamente, salgados e pães nas padarias, almoço em restaurantes, cachorro-quente nas carrocinhas. É praticamente impossível sabermos quais estabelecimentos utilizam ou não transgênicos na sua comida. Somos então forçados a comer o que não queremos e contribuir para uma indústria que só busca lucro, em detrimento da nossa qualidade de vida.

É necessário um rápido aprimoramento da lei de rotulagem, exigindo que todos restaurantes, padarias, confeitarias, cafeterias, que utilizem OGMs sejam identificados com o mesmo símbolo que os produtos transgênicos industrializados. Temos o direito de saber o que consumimos, vamos exigir nossos direitos.

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5 Comentários on “Sem direito à escolha”

  1. Jesus Luz disse:

    Ontem mesmo eu fui a um McDonalds, e uma atendente de cabelos ruivos, crespos, utilizando aparelho nos dentes, sacou um 38, apontou para a minha cabeça e me forçou a ingerir um pacote de batatas fritas médio. Feito de batatas transgênicas! Realmente, não temos opção, somos forçados a fazer as coisas.

  2. Tulio disse:

    Caro Jesus:
    Quem sabe no burguer king ou no bobs não seria diferente??? Talvez apontassem para vc uma 32 , mas lá de dentro da loja, perto da chapa. De um lugar que você não os visse, de forma bem covarde. Como um sniper em plena guerra.

    Talvez ajude a ilustrar a escolha que somos obrigados a fazer em relação aos transgênicos.

    Já tem um esforço no congresso para mudar o símbolo de rotulagem dos produtos que contém trangênicos (triângulo amarelo com um T). Segundo os lobistas o simbolo é agressivo…
    Seria agressivo a contaminação de lavouras de milho transgênico em lavouras convencionais ou, pior em lavouras orgânicas? Seria agressivo pulverizar herbicidas e pesticidas no solo contaminando lençóis freáticos? Seria agressivo acabar com a agricultura familiar? Seria agressivo tornar um produtor refem de uma única fornecedora de sementes OGM e de seu herbicida?
    Seria agressivo criar sementes OGM estéreis (terminator) para que não produzam uma segunda safra p. que o produtor torne a comprar na safra seguinte? Seria agressivo patentear as sementes para acabar com essa “folga” do produtor de fazer o melhoramento genético, feita desde que o homem começou a plantar?

    O futuro da agricultura dentro de uma visão capitalista selvagem (redundância) não traz bons ventos.
    Boicote à eles na medida do possível!

  3. Lauro Gueluta disse:

    Existem várias fontes de informações sobre transgênicos, o livro “O Mundo segundo a Monsanto”, que também possui um documentário com legendas em português:

    O livro “Transgênicos: As Sementes do Mal”, de um brasileiro e um alemão, contando largamente a história dos transgênicos, todos os casos, contaminações, crimes ambientais e danos à saúde, aos pequenos agricultores, controle das sementes.

    Vários outros livros sobre transgênicos e seus males. Ver várias obras de Vandana Shiva, como “Biopirataria – a pilhagem da natureza e do conhecimento”.

    Enfim, uma infinidade de fontes para descobrir os males catastróficos dos transgênicos…

  4. Peter disse:

    @J. Luz
    A verdadeira arma do funcionário da McDonalds é a prequiça do consumidor. McDonald’s vicia, embora que o cliente se ilude que seria uma escolha livre.

  5. Daniel disse:

    A única coisa que eu sou contra nos transgênicos é o uso do gene terminator e a questão dos royalties a serem pagos à empresa que comercializa as sementes pelo uso da “tecnologia”. Não é por alguma forma específica de vida ter sido modificada em laboratório que a vida em si deixa de ser uma criação de Deus, é quase como plagiar uma obra artística ou intelectual. A propósito: a uns anos atrás a General Electric modificou a genética de uma bactéria em laboratório para que degradasse petróleo bruto em casos de vazamentos, e como não conseguiu registrar a patente por ser um organismo vivo tentaram homologar como sendo um produto químico.


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