Como você anda?

Dia após dia a idéia do automóvel individual vem se mostrando mais insustentável e perigosa. Aquecimento global, mortes por acidentes, atropelamentos, poluição atmosférica, poluição sonora, etc., estamos cansados de ver notícias tristes e trágicas que mostram as conseqüências dos veículos automotores e ainda insistimos em não enxergar as causas. Como pode que ainda não ouvimos (ou lemos) alguém gritar “PAREM DE COMPRAR CARROS!” na grande mídia? Será que isso não é um exemplo mais do que claro que devemos parar de assistir tanta TV e procurarmos nos informar em outros meios?

O que me sustenta, é ler pequenas pérolas como eventualmente encontro em alguns sites da internet. Mas só nos resta lamentar que comerciais como este jamais irão ao ar no Brasil:

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12 Comentários on “Como você anda?”

  1. Ulisses Adirt disse:

    Pena mesmo… mas, vale dizer, vc pegou no ponto.

  2. Bia disse:

    Não tenho carro, não teria, não gosto, não quero. Porém, há questões muito interessantes que não são consideradas: como estão os transportes públicos no nosso país? Onde estão as ciclovias? E os pontos estratégicos de travessia? Quantas pessoas que decidem largar o carro e andar de bicicleta são assaltadas, atropeladas e desistem? Isso é fato: ninguém anda seguro em Porto Alegre. Às vezes o uso de conduções particulares também é uma questão de segurança. Tá certo que há muito roubo de carro, mas eu não conheço ninguém que se sinta seguro para andar de bicicleta em Porto Alegre.

  3. Marcelo disse:

    O transporte público em Porto Alegre funciona razoavelmente bem e funcionaria muito melhor se mais pessoas o utilizassem e exigissem políticas de transporte público de seus governantes. As ciclovias a mesma coisa, o governo só vai investir em ciclovias se os cidadãos mostrarem interesse. Mas felizmente Porto Alegre já possui um plano cicloviário que deve começar a ser implementado ainda este ano.

    Eu me sinto muito mais seguro de bicicleta do que de carro, menos visado. É só não andar ostentando uma bicicleta de R$1.000,00. Se roubarem é uma lástima, mas uma bicicleta ainda é mais barata que o seguro de qualquer carro.

    Eu tinha receio (medo) de andar de bicicleta em uma cidade grande e descobri que era exagerado. Ando vários dias por semana, desde horário de pico a fins-de-semana, e, surpreendentemente, tenho sido sempre respeitado pelos motoristas. O segredo para sermos respeitados é respeitarmos as leis de trânsito, os motoristas, os pedestres, usarmos equipamento de segurança e sinalização.

    Se acontecem acidentes, muitas vezes é por imprudência do próprio ciclista. Vejo muito isso todo dia: ciclistas na contramão, em cima da calçada, bicicleta sem farol, refletores e sem uso de capacete e luvas.

  4. Sergio disse:

    A grande mídia nunca vai nunca vai gritar “PAREM DE COMPRAR CARROS” porque ela está atrelada aos anunciantes.
    Da mesma forma a mídia nunca sugere “COMPRE MENOS PRODUTOS, EVITE EMBALAGENS” como forma de gerar menos lixo. Ela diz no máximo um “Reciclar é bacana” porque isso não ameaça o negócio de nunhum anunciante.
    Reciclar é bom, mas, mais cedo ou mais tarde, tudo acaba indo pro lixo.
    O plástico, por exemplo, quando reciclado vira um produto secundário que não pode ser reciclado novamente.
    O melhor é não comprar o que vai virar lixo. É óbvio, mas ninguém diz.

  5. Anderson disse:

    Nao ha nada mais prazeroso do que andar de bicicleta, isso é indiscutivel. Acredito ser dificil vermos nos meio de comunicacao a frase de ordem: “Parem de comprar carros”. Nao vao publicar uma coisa dessas, logo agora que estao batendo recordes de venda, entupindo as ruas e malidificando a sociedade já caída. Esse é somente um dos motivos pelos quais ja nao vejo mais televisao, leio revistas do tipo veja(minusculo mesmo) entre outras. Filtrar é o melhor a fazer. Apesar de todas as dificuldades há uma luz no fim do tunel e temos que ir ate ela. É a unica saida. Portanto, vamos pedalar, sabendo que estamos fazendo um bem para nós mesmos e para o planeta. Boas pedaladas.
    Cordial abraco.

  6. Marcos Ludwig disse:

    Então, o melhor mesmo para todos é todo mundo virar índio e voltar a viver como sociedades primitivas, pois é tudo culpa do “desenvolvimento insustentável” e do “capitalismo selvagem”. 😉

    Que barbaridade.

  7. Marcelo disse:

    Caro Marcos,
    Nossas opções não se limitam a aceitar o mundo industrializado como ele é ou voltar a viver em cavernas. Estás sendo muito simplista. É possível vivermos em uma sociedade que ofereça os benefícios do mundo industrializado sem desbandarmos para o consumismo desenfreado. É preciso que saibamos escolher as tecnologias que devemos usar. Não tenha medo, não é trocando teu carro por uma bicicleta que vais voltar a ser um troglodita.

  8. Não, Marcos Ludwig. É tudo culpa de gente conformada e simplista que não enxerga um palmo a frente do próprio nariz. O capitalismo selvagem é uma iguaria saborosa se comparado ao que pessoas que nascem para esperar a morte chegar como lesmas na frente da TV, msn e orkut têm no lugar do cérebro.

  9. Marcos Ludwig disse:

    Sem querer, querendo, Marcelo, tu acabas utilizando mais outro chavão ambientalista-esquerdista: “consumismo desenfreado”.

    Ora, falar em “consumismo desenfreado” é uma grande piada de mau gosto, já que é fato que uma parte esmagadoramente majoritária da população no globo terrestre consome muito menos do que uma pessoa que se considera tão “cuidadosa”, tão “ética” e com “consciência ambiental” como tu.

    Se uma “sociedade” que não “desbande” para um “consumismo desenfreado” é o que tu tanto desejas, pode ficar tranquilo: ela já existe. Mas infelizmente existe assim contra a vontade dela. E do jeito que está, é muito provável que esse “consumismo” decline ainda mais, o que certamente te deixarás bastante feliz.

  10. Marcos Ludwig disse:

    Gabriel Nogueira, nota-se que tu te consideras moralmente superior à essa “gente conformada” que tu duramente criticas. Logo, não é preciso ir muito longe para concluir que tu deves pensar que sabes muito bem o que essa “gente conformada” deve fazer da vida. Afinal, tu deixa muito claro que consegue enxergar muito além de “um palmo do próprio nariz”.

    No entanto, é gozado nos darmos conta que toda vez na História que um suposto “sábio clarividente” (como tu te julgas) subiu ao poder sabendo o que um monte de “gente conformada” deveria fazer da vida, o resultado que tivemos foi justamente miséria, destruição, fome, genocídio. Ainda bem que eu aprendi a não dar mais ouvidos para gente “sábia” e autoritária como tu!

    Segue com tua vida de ciclista. Eu sigo escolhendo o meio de transporte que eu julgar melhor para mim, enquanto eu ainda tiver essa liberdade.

    Saudações.

  11. Marcelo disse:

    O problema Marcos é que a pequena parcela da população mundial que é consumista, consome a parcela dos outros.

    Tomemos por exemplo os E.U.A. por exemplo, que tem 4% da população mundial que dirigem 1/3 dos automóveis do mundo e consomem 1/4 da energia. E isso não vem de graça. Basta ver toda a degradação ambiental que tem por aí. E isso não é o pior, a tendência é aumentar. Se a classe alta busca seguir o padrão norte-americano e europeu de vida, por sua vez a classe média busca seguir o padrão da classe alta. E assim o consumo vai aumentando.

    Sou a favor da melhor distribuição de renda, mas antes de os mais pobres terem acesso a todas as comodidades, é preciso que os mais ricos abram mão de algumas coisas. Senão não vai ter pra todo mundo e vai dar merda.

  12. Marcelo disse:

    E eu espero que a tua liberdade para dirigir um carro seja em breve cortada. Pois do momento em que tu tomas a liberdade de escolher dirigir um carro, estás me privando da liberdade de respirar ar puro, espaço, silêncio, um planeta saudável com temperaturas amenas e ainda ameaças constantemente a vida de outros.

    Um carro é uma arma e seu uso deveria ser controlado.


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