Abre as pernas Rio Grande do Sul!

logo_aracruzcelulose.gifIncrível como é só uma multinacional dizer “ai” que o governo já quer levantar todas as barreiras de proteção ambiental. A Aracruz ameaçou que ia deixar de investir R$1,5 bilhões no Rio Grande do Sul, e a governadora do estado, Yeda Crusius (PSDB), já quer passar por cima da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

A Fepam estava encarregada de avaliar o impacto ambiental da monocultura de eucaliptos (silvicultura), principalmente nos ecossistemas mais sensíveis do Estado, e diria o quanto poderia ser plantado em cada região do Estado. Segundo o levantamento da Fepam, a multinacional não poderia plantar em todas as áreas que esperava. Agora a Aracruz pressiona o Governo a rever a avaliação dizendo que poderia suspender os investimentos prometidos. A pressão, levou o presidente da Fepam, Irineu Schneider, a renunciar.

101-0103_img-2.jpg Já não basta a produção de celulose ser uma das mais poluentes e de maior impacto ambiental, já não basta 95% do papel produzido ser exportado para outros países (que não produzem o papel pois têm leis ambientais mais fortes), ainda querem passar por cima da parca proteção ambiental que nós temos.

E o pior é que o povo gaúcho bate palma pra Yeda, louco pra pegar umas migalhas da Aracruz, que faturou mais de R$1 bilhão em 2006. Os gaúchos condenam o ex-Governador Olívio Dutra (PT) por “ter mandando a Ford embora” do Rio Grande do Sul. Na verdade o que Olívio fez foi não dar tantos incentivos fiscais quanto a Bahia deu. O que está errado na verdade, é essa guerra fiscal entre os estados, que faz com que as grandes empresas recebam mais incentivos que as pequenas, deixando de pagar o imposto devido, que iria para escolas, hospitais e segurança, somente para aumentar sua margem de lucro. Além do que micro e pequenas empresas com os devidos incentivos, proporcionalmente geram mais emprego e distribuição de renda, grandes empresas, exatamente o contrário.

As pessoas não se dão conta de que ignorar os impactos causados pela implantação de projetos desse porte pode causar mais gastos que ganhos, para o Governo e o povo do estado. Viva o corporativismo!

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