Dia após dia a idéia do automóvel individual vem se mostrando mais insustentável e perigosa. Aquecimento global, mortes por acidentes, atropelamentos, poluição atmosférica, poluição sonora, etc., estamos cansados de ver notícias tristes e trágicas que mostram as conseqüências dos veículos automotores e ainda insistimos em não enxergar as causas. Como pode que ainda não ouvimos (ou lemos) alguém gritar “PAREM DE COMPRAR CARROS!” na grande mídia? Será que isso não é um exemplo mais do que claro que devemos parar de assistir tanta TV e procurarmos nos informar em outros meios?
O que me sustenta, é ler pequenas pérolas como eventualmente encontro em alguns sites da internet. Mas só nos resta lamentar que comerciais como este jamais irão ao ar no Brasil:
12 Comentários
5 Março, 2008 às 12:27 am
Pena mesmo… mas, vale dizer, vc pegou no ponto.
5 Março, 2008 às 4:38 pm
Não tenho carro, não teria, não gosto, não quero. Porém, há questões muito interessantes que não são consideradas: como estão os transportes públicos no nosso país? Onde estão as ciclovias? E os pontos estratégicos de travessia? Quantas pessoas que decidem largar o carro e andar de bicicleta são assaltadas, atropeladas e desistem? Isso é fato: ninguém anda seguro em Porto Alegre. Às vezes o uso de conduções particulares também é uma questão de segurança. Tá certo que há muito roubo de carro, mas eu não conheço ninguém que se sinta seguro para andar de bicicleta em Porto Alegre.
5 Março, 2008 às 6:49 pm
O transporte público em Porto Alegre funciona razoavelmente bem e funcionaria muito melhor se mais pessoas o utilizassem e exigissem políticas de transporte público de seus governantes. As ciclovias a mesma coisa, o governo só vai investir em ciclovias se os cidadãos mostrarem interesse. Mas felizmente Porto Alegre já possui um plano cicloviário que deve começar a ser implementado ainda este ano.
Eu me sinto muito mais seguro de bicicleta do que de carro, menos visado. É só não andar ostentando uma bicicleta de R$1.000,00. Se roubarem é uma lástima, mas uma bicicleta ainda é mais barata que o seguro de qualquer carro.
Eu tinha receio (medo) de andar de bicicleta em uma cidade grande e descobri que era exagerado. Ando vários dias por semana, desde horário de pico a fins-de-semana, e, surpreendentemente, tenho sido sempre respeitado pelos motoristas. O segredo para sermos respeitados é respeitarmos as leis de trânsito, os motoristas, os pedestres, usarmos equipamento de segurança e sinalização.
Se acontecem acidentes, muitas vezes é por imprudência do próprio ciclista. Vejo muito isso todo dia: ciclistas na contramão, em cima da calçada, bicicleta sem farol, refletores e sem uso de capacete e luvas.
5 Março, 2008 às 7:35 pm
A grande mídia nunca vai nunca vai gritar “PAREM DE COMPRAR CARROS” porque ela está atrelada aos anunciantes.
Da mesma forma a mídia nunca sugere “COMPRE MENOS PRODUTOS, EVITE EMBALAGENS” como forma de gerar menos lixo. Ela diz no máximo um “Reciclar é bacana” porque isso não ameaça o negócio de nunhum anunciante.
Reciclar é bom, mas, mais cedo ou mais tarde, tudo acaba indo pro lixo.
O plástico, por exemplo, quando reciclado vira um produto secundário que não pode ser reciclado novamente.
O melhor é não comprar o que vai virar lixo. É óbvio, mas ninguém diz.
6 Março, 2008 às 9:14 am
Nao ha nada mais prazeroso do que andar de bicicleta, isso é indiscutivel. Acredito ser dificil vermos nos meio de comunicacao a frase de ordem: “Parem de comprar carros”. Nao vao publicar uma coisa dessas, logo agora que estao batendo recordes de venda, entupindo as ruas e malidificando a sociedade já caída. Esse é somente um dos motivos pelos quais ja nao vejo mais televisao, leio revistas do tipo veja(minusculo mesmo) entre outras. Filtrar é o melhor a fazer. Apesar de todas as dificuldades há uma luz no fim do tunel e temos que ir ate ela. É a unica saida. Portanto, vamos pedalar, sabendo que estamos fazendo um bem para nós mesmos e para o planeta. Boas pedaladas.
Cordial abraco.
7 Março, 2008 às 12:07 am
Então, o melhor mesmo para todos é todo mundo virar índio e voltar a viver como sociedades primitivas, pois é tudo culpa do “desenvolvimento insustentável” e do “capitalismo selvagem”.
Que barbaridade.
7 Março, 2008 às 12:57 pm
Caro Marcos,
Nossas opções não se limitam a aceitar o mundo industrializado como ele é ou voltar a viver em cavernas. Estás sendo muito simplista. É possível vivermos em uma sociedade que ofereça os benefícios do mundo industrializado sem desbandarmos para o consumismo desenfreado. É preciso que saibamos escolher as tecnologias que devemos usar. Não tenha medo, não é trocando teu carro por uma bicicleta que vais voltar a ser um troglodita.
9 Março, 2008 às 8:32 pm
Não, Marcos Ludwig. É tudo culpa de gente conformada e simplista que não enxerga um palmo a frente do próprio nariz. O capitalismo selvagem é uma iguaria saborosa se comparado ao que pessoas que nascem para esperar a morte chegar como lesmas na frente da TV, msn e orkut têm no lugar do cérebro.
4 Abril, 2008 às 1:17 am
Sem querer, querendo, Marcelo, tu acabas utilizando mais outro chavão ambientalista-esquerdista: “consumismo desenfreado”.
Ora, falar em “consumismo desenfreado” é uma grande piada de mau gosto, já que é fato que uma parte esmagadoramente majoritária da população no globo terrestre consome muito menos do que uma pessoa que se considera tão “cuidadosa”, tão “ética” e com “consciência ambiental” como tu.
Se uma “sociedade” que não “desbande” para um “consumismo desenfreado” é o que tu tanto desejas, pode ficar tranquilo: ela já existe. Mas infelizmente existe assim contra a vontade dela. E do jeito que está, é muito provável que esse “consumismo” decline ainda mais, o que certamente te deixarás bastante feliz.
4 Abril, 2008 às 1:18 am
Gabriel Nogueira, nota-se que tu te consideras moralmente superior à essa “gente conformada” que tu duramente criticas. Logo, não é preciso ir muito longe para concluir que tu deves pensar que sabes muito bem o que essa “gente conformada” deve fazer da vida. Afinal, tu deixa muito claro que consegue enxergar muito além de “um palmo do próprio nariz”.
No entanto, é gozado nos darmos conta que toda vez na História que um suposto “sábio clarividente” (como tu te julgas) subiu ao poder sabendo o que um monte de “gente conformada” deveria fazer da vida, o resultado que tivemos foi justamente miséria, destruição, fome, genocídio. Ainda bem que eu aprendi a não dar mais ouvidos para gente “sábia” e autoritária como tu!
Segue com tua vida de ciclista. Eu sigo escolhendo o meio de transporte que eu julgar melhor para mim, enquanto eu ainda tiver essa liberdade.
Saudações.
5 Abril, 2008 às 1:23 pm
O problema Marcos é que a pequena parcela da população mundial que é consumista, consome a parcela dos outros.
Tomemos por exemplo os E.U.A. por exemplo, que tem 4% da população mundial que dirigem 1/3 dos automóveis do mundo e consomem 1/4 da energia. E isso não vem de graça. Basta ver toda a degradação ambiental que tem por aí. E isso não é o pior, a tendência é aumentar. Se a classe alta busca seguir o padrão norte-americano e europeu de vida, por sua vez a classe média busca seguir o padrão da classe alta. E assim o consumo vai aumentando.
Sou a favor da melhor distribuição de renda, mas antes de os mais pobres terem acesso a todas as comodidades, é preciso que os mais ricos abram mão de algumas coisas. Senão não vai ter pra todo mundo e vai dar merda.
5 Abril, 2008 às 1:27 pm
E eu espero que a tua liberdade para dirigir um carro seja em breve cortada. Pois do momento em que tu tomas a liberdade de escolher dirigir um carro, estás me privando da liberdade de respirar ar puro, espaço, silêncio, um planeta saudável com temperaturas amenas e ainda ameaças constantemente a vida de outros.
Um carro é uma arma e seu uso deveria ser controlado.